Instituto Aline Pastori

Nosso relacionamento com as escolhas

Instituto Aline Pastori 31/05/2013

Existem ocasiões em que, ao vermos as escolhas que fizemos, sentimo-nos insatisfeitos, infelizes com nossas vidas e com a extensão docaminho que temos à nossa frente. Imaginamos como gostaríamos de viver, o que gostaríamos de ser, o que gostaríamos de alcançar. Embora sonhar com nossas possibilidades possa nos trazer doces momentos de ilusão, ainda temos que enfrentar a vida, que muitas vezes é difícil, triste e aparentemente impossível de mudar.  Em vez de nos abandonar a um sonho do que gostaríamos de ser e de fazer – que nos leva a rejeitar o que somos e o que fazemos – precisamos aprender a discernir a diferença entre ilusões criadas pela imaginação e as reais possibilidades que temos que escolher. Em outras palavras, podemos manter um relacionamento consciente e contínuo com uma escolha que descobriremos ser a  maneira mais plena de viver nossa vida.  Para sermos capazes de tomar uma decisão, temos que ter claramente a idéia do que queremos. Se tivéssemos que perguntar a várias pessoas o que elas querem conseguir na vida, as respostas, provavelmente, poderiam ser resumidas muito simplesmente: elas gostariam de satisfazer seus desejos, sentir-se felizes, realizadas. Mas, cada um de nós é um ser diferente e definimos esses anseios de maneiras diferentes. Em nossa imaginação pensamos sobre a amizade, as realizações e o sucesso que tal senso de plenitude e felicidade traria. Entretanto, na maioria das vezes, realmente desgostamos da situação presente que, como qualquer situação, implica limitações, dificuldades e um certo sofrimento.

Essa contradição entre o que queremos e o que realmente temos, gera em nós um contínuo sentimento de descontentamento. Então, o que posso fazer?

Primeiramente, posso rever minha atual situação e identificar aquelas coisas que não posso alterar. Por exemplo, não posso mudar minha idade, minhas experiências, aquelas coisas que fiz e as que não fiz durante minha vida, ou minhas reais capacidades. Também não posso mudar meus compromissos, tais como minha casa e meus filhos. A única maneira de libertar-me de um compromisso é realizá-lo – isto eu não posso mudar.  Aceitar o que não posso mudar é uma questão de bom senso e isso me ajuda a parar de sonhar acerca de fantasias impossíveis e fugas ilusórias. O que não faz sentido, por exemplo, seria imaginar que eu não tenho obrigações, já que é óbvio que eu as tenho. Também não é real pensar que tenho um talento específico, quando é evidente que não o tenho.  Aceitar o que sou é simplesmente aceitar meu passado. Isso, em essência, purifica minha mente e meu coração de algo que possa parecer uma limitação, mas que realmente é o alicerce sobre o qual poderei caminhar de uma maneira construtiva. Tenho que aprender a utilizar o que não posso mudar. Ter essa consciência, torna-me capaz de determinar quais são minhas opções, quais são minhas reais possibilidades.   Então estou pronto para decidir.

* do livro Viver Conscientemente; de Jorge Waxemberg.

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